"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Cintia Liana e as constelações familiares com o tema adoção

Cintia Liana e as Constelações Familiares

Vim para a Itália convidada para trabalhar com adoção, e é com muita felicidade, que venho propor às famílias adotivas da minha cidade natal, que em 2008 me presenteou com o título de “Fada das famílias adotivas”, o meu workshop de constelações familiares com o tema ADOÇÃO, a preço popular. Isso é honrar a minha história profissional e os vínculos que construí.


"Adoção e constelação"

Bert Hellinger disse, “somente quando estamos em sintonia com o nosso destino, com os nossos pais, com a nossa origem e tomamos o nosso lugar, temos a força”. Todos nós precisamos nos sintonizar com a nossa história familiar, com os nossos ancestrais para termos equilíbrio, porque a família pode ser comparada a um sistema dinâmico, composto por suas regras precisas, em que os seus se empenham com fidelidade para levá-las adiante e, mesmo que uma pessoa seja distanciada desta, continua a sofrer influências desse sistema e a manter a lealdade. 
Todos nós precisamos nos pacificar, sentir as nossas raízes para podermos voar. Existem casos em que crianças e adultos, que foram adotados, não conseguem atingir a serenidade desejada, porque sentem, inconscientemente, que falta algo em suas vidas. Essas pessoas foram “excluídas’ de um sistema, mas o campo não admite exclusões e elas mantém um vínculo e, como diz Hellinger, a necessidade de pertencer é maior que a de viver. 
O método das contelações familiares, hoje mundialmente conhecido, é uma ferramenta que nos dá a chance de ver, na representação da família, dentro do campo morfogenético (descrito pelo biólogo Rupert Sheldrake), os aspectos ocultos das desordens, o que está por trás dos conflitos, e colocar as dificuldades em ordem, com base nas leis sistêmicas, liberando o indivíduo desse peso e trazendo detalhes importantes à luz, instaurando o equilíbrio na vida de todos. 
Pais adotivos podem constelar. Pessoas que pretendem adotar também podem, para conseguirem entender mais ainda os sentimentos imperceptíveis, ligados a esse projeto de vida.
Para instaurar as ordens do amor, são usadas as leis sistêmicas: pertencimento, hierarquia e o equilíbrio no dar e receber, trazedo à consciência sentimentos reprimidos e não compreendidos, as sensações de culpas escondidas, as pessoas "não vistas" e também colocando cada uma delas em seus devidos lugares, com as suas responsabilidades. Essas desordens adoecem adultos e crianças do sistema. 
Esse método também é capaz de ajudar o indivíduo a se liberar do emaranhamento da repetição de histórias já vividas na família biológica e entrar em contato com o seu próprio destino, sendo capaz, assim, de se realizar na felicidade.

Cintia Liana Reis de Silva

Local: 
Mar Brasil Hotel, Sala João Gilberto
Rua Flamengo, 44, Farol de Itapuã, Salvador-BA



Grupos de constelação de Cintia Liana no Brasil

Cintia Liana, Constelações Familiares


Realizarei em abril, em minha cidade natal, workshops de constelações familiares a preços populares. Informações e reservas pelo WhatsApp: +393394413339.


"Como a constelação familiar pode ajudar"

A família pode ser comparada a um sistema dinâmico, composto por suas regras precisas. Através da observação, o alemão Bert Hellinger descobriu que por trás das dificuldades, problemas e até mesmo doenças que os seus clientes enfrentavam, estavam refletidas as situações e conflitos vivenciados por membros anteriores da família. Hoje, as constelações familiares, o método de Hellinger, mundialmente conhecido, nos dá ferramentas para descobrir a origem oculta das desordens e colocar em ordem aspectos do campo morfogenético familiar, liberando-o desse peso e trazendo detalhes importantes à luz, instaurando harmonia e equilíbrio na vida de todos. 
Quando alguém representa a família neste método, tem a possibilidade de ver alí, no campo colocado em ação, o inconsciente familiar. Para instaurar as ordens do amor, são usadas as leis sistêmicas: pertencimento, hierarquia e o equilíbrio no dar e receber, trazedo à consciência sentimentos reprimidos e não compreendidos, as sensações de culpas escondidas, as pessoas "não vistas" e também colocando cada uma delas em seu devido lugar, com as suas responsabilidades. Mãe no lugar de mãe, irmão no lugar de irmã. Por exemplo, avó não pode ser mãe, será sempre avó; pai não pode ficar no lugar de irmão, deverá ocupar o lugar de pai. Essas desordens trazem desarmonia e até adoecem adultos e crianças do sistema.
Os novos filhos, quando chegam, já percebem esse tipo de energia e, a esse ponto, já entra no emaranhamento, assumindo comportamentos, sentimentos e até destinos que não são seus e sim de outros parentes. 
Esse método também é capaz de ajudar o inidivíduo a se liberar do emaranhamento da repetição, e entrar em contato com o seu próprio destino, sendo capaz assim de se realizar na felicidade.

Cintia Liana Reis de Silva

Local: 
Mar Brasil Hotel, Sala João Gilberto
Rua Flamengo, 44, Farol de Itapuã, Salvador-BA




Floriterapia em Trevignano Romano, Roma

Floriterapia em Trevignano Romano
Forais de Bach, australianos e californianos

Desde novembro de 2017, 
o meu laboratório de Terapia Floral em Trevignano Romano, Roma, Itália.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A herança emocional dos nossos antepassados

Foto: Biblioteca Virtual de Antroposofia

“A verdade sem amor dói. A verdade com amor cura.” 
A mente é maravilhosa, 20 nov 2017
A herança emocional é tão decisiva quanto intransigente e impositora. Estamos enganados quando pensamos que a nossa história começou quando emitimos o nosso primeiro choro. Pensar dessa forma é um erro, porque assim como somos o fruto da união do óvulo e do esperma, também somos um produto dos desejos, fantasias, medos e toda uma constelação de emoções e percepções que se misturaram para dar origem a uma nova vida.
Atualmente falamos muito sobre o conceito de “história familiar”. Quando uma pessoa nasce, ela começa a escrever uma história com suas ações. Se observarmos as histórias de cada membro de uma família, encontraremos semelhanças essenciais e objetivos comuns. Parece que cada indivíduo é um capítulo de uma história maior, que está sendo escrita ao longo de diferentes gerações.
Esta situação foi muito bem retratada no livro “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez, que mostra como o mesmo medo é repetido através de diferentes gerações até que se torna realidade e termina com toda uma linhagem. O que herdamos das gerações anteriores são os pesadelos, os traumas e as experiências mal resolvidas.
A herança de nossos antepassados que atravessa gerações
Esse processo de transmissão entre as gerações é algo inconsciente. Normalmente são situações ocultas ou confusas que causam vergonha ou medo. Os descendentes de alguém que sofreu um trauma não tratado suportam o peso dessa falta de resolução. Eles sentem ou pressentem que existe “algo estranho” que gravita ao seu redor como um peso, mas que não conseguem definir o que é.
Por exemplo, uma avó que foi abusada sexualmente transmite os efeitos do seu trauma, mas não o seu conteúdo. Talvez até mesmo seus filhos, netos e bisnetos sintam uma certa intolerância em relação à sexualidade, ou uma desconfiança visceral das pessoas do sexo oposto, ou uma sensação de desesperança que não conseguem explicar.
Essa herança emocional também pode se manifestar como uma doença. O psicanalista francês Françoise Dolto, disse, “o que é calado na primeira geração, a segunda carrega no corpo”.
Assim como existe um “inconsciente coletivo“, também existe um “inconsciente familiar”. Nesse inconsciente estão guardadas todas as experiências silenciadas, que estão escondidas porque são um tabu: suicídios, abortos, doenças mentais, homicídios, perdas, abusos, etc. O trauma tende a se repetir na próxima geração, até encontrar uma maneira de tornar-se consciente e ser resolvido.
Esses desconfortos físicos ou emocionais que parecem não ter explicação podem ser “uma chamada” para que tomemos consciência desses segredos silenciados ou daquelas verdades escondidas, que provavelmente não estão na nossa própria vida, mas na vida de algum dos nossos antepassados.
O caminho para a compreensão da herança emocional
É natural que diante de experiências traumáticas as pessoas reajam tentando esquecer. Talvez a lembrança seja muito dolorosa e elas acreditam que não serão capazes de suportá-la e transcendê-la. Ou talvez a situação comprometa a sua dignidade, como no caso de abuso sexual, em que apesar de ser uma vítima, a pessoa se sente constrangida e envergonhada. Ou simplesmente querem evitar o julgamento dos outros. Por isso, o fato é enterrado e a melhor solução é não falar sobre assunto.
Este tipo de esquecimento é muito superficial. Na verdade o tema não está esquecido, a lembrança é reprimida. Tudo que reprimimos se manifesta de uma outra forma. É mais seguro quando volta através da repetição.
Isto significa que uma família que tenha vivenciado o suicídio de um dos seus membros provavelmente vai experimentá-lo novamente com outra pessoa de uma nova geração. Se a situação não foi abordada e resolvida, ficará flutuando como um fantasma que voltará a se manifestar mais cedo ou mais tarde. O mesmo se aplica a todos os tipos de trauma.
Cada um de nós tem muito a aprender com os seus antepassados. A herança que recebemos é muito mais ampla do que supomos. Às vezes os nossos antepassados nos fazem sofrer e não sabemos o porquê.
Talvez tenhamos nascido em uma família que passou por muitas vicissitudes, e não saibamos qual é o nosso papel nessa história, na qual somos apenas um capítulo. É provável que esse papel nos tenha sido atribuído sem o nosso conhecimento: devemos perpetuar, repetir, salvar, negar ou encobrir as feridas destes eventos transformados em segredos.
Todas as informações que pudermos coletar sobre os nossos antepassados serão o melhor legado que podemos ter. Saber de onde viemos, quem são essas pessoas que não conhecemos, mas que estão na raiz de quem somos, é um caminho fascinante que só nos trará benefícios. Isto nos ajudará a dar um passo importante para chegar a uma compreensão mais profunda de qual é o nosso verdadeiro papel no mundo.
Fonte: http://www.antroposofy.com.br/forum/a-heranca-emocional-dos-nossos-antepassados/

As crianças amadas se tornam adultos que sabem amar

Foto Página da Revista Pazes
Revista Pazes, 1º fev 2016
Nossas primeiras experiências com o mundo marcam o início do nosso desenvolvimento emocional. Na infância se tece uma rede que conectará nossa mente e nosso corpo, o que determinará em grande parte o desenvolvimento da capacidade de sentir e de amar.
Neste sentido, nosso crescimento emocional dependerá dos nossos primeiros intercâmbios emocionais, que nos ensinarão o que ver e o que não ver no mundo emocional e social no qual nos encontramos.
Assim, o campo da nossa infância nos permite semear o amor de maneira natural, o que determinará que a capacidade de amar e de sermos amados cresça de maneira saudável e nos ajude a nos desenvolvermos no futuro.
“Somos seres emocionais que aprendem a pensar, não máquinas pensantes que aprendem a sentir”. Stanisla Bachrach

Se alimentarmos as crianças com amor, os medos morrerão de fome
As amostras de carinho e afeto elevam a autoestima das crianças e as ajudam a construir uma personalidade emocionalmente adaptada e inteligente. Ou seja, o nosso amor as ajuda a lidar com os medos naturais que surgem nas diferentes idades, fomentando um grau de sensibilidade saudável.

As crianças têm uma confiança natural em si mesmas. De fato, nos surpreende que frente a desvantagens insuperáveis e fracassos repetidos elas não desistam. A persistência, o otimismo, a automotivação e o entusiasmo são qualidades inatas das crianças.
Percebermos isso nos ajuda a sermos conscientes do quão importante é amarmos nossos filhos e educá-los em relação ao respeito, empatia, expressão e compreensão dos sentimentos, controle da impaciência, capacidade de adaptação, amabilidade e independência.
O que podemos fazer para criar crianças felizes e saudáveis?
O temperamento de uma criança reflete um sistema de circuitos emocionais inatos específicos no cérebro, um esquema de sua expressão emocional presente e futura, e de seu comportamento. Estes podem ser adequados ou não, por isso a educação deve se tornar um apoio e um guia para elas.
Para alcançar uma saúde emocional ideal, devemos mudar a forma como se desenvolve o cérebro das crianças. A ideia é que através do amor e da educação emocional estimulemos certas conexões neuronais saudáveis.
Ou seja, todas as crianças e todos os adultos partem de certas características determinadas que devem ser administradas em conjunto para que possamos alcançar o bem-estar físico e emocional.
Por exemplo, quando uma criança é tímida por natureza os adultos que se encontram ao seu redor a protegem exageradamente, fazendo com que ela se torne ansiosa com o passar do tempo.
A educação emocional requer uma certa “desaprendizagem” adulta. Uma criança tímida deve aprender a dar nome às suas emoções e a enfrentar o que a perturba, não deve sentir que cortamos suas asas porque ela é vulnerável.
Um adulto deve demonstrar empatia sem reforçar suas preocupações, propondo, por sua vez, novos desafios emocionais que a permitam evoluir. Deve-se proteger a saúde emocional da criança através do desenvolvimento de suas características naturais.
As chaves básicas de uma educação emocional saudável
1. Os especialistas costumam recomendar que ajudemos as crianças a falarem de suas emoções como uma maneira de compreender a si mesmas e os demais. Entretanto, as palavras só dão conta de uma pequena parte (10%) do verdadeiro significado que obtemos através da comunicação emocional.
Por essa razão, não podemos ficar só na verbalização; devemos ensiná-las a compreender o significado da postura, das expressões faciais, do tom de voz e de qualquer tipo de linguagem corporal. Isso será muito mais efetivo e completo para o seu desenvolvimento.
2. Há anos vem se promovendo o desenvolvimento da autoestima de uma criança através do elogio constante. Entretanto, isso pode fazer mais mal do que bem. Os elogios só ajudarão as nossas crianças a se sentirem bem consigo mesmas se eles estiverem relacionados a ganhos específicos e ao domínio de novas aptidões.
3. O estresse é um dos grandes inimigos da infância. Entretanto, é um inconveniente com o qual elas têm que conviver, por isso protegê-las em excesso é uma das piores coisas que podemos fazer. devem aprender a enfrentar estas dificuldades naturais de tal forma que desenvolvam novos caminhos neurais que as permitam se adaptar ao meio no qual vivem.
Não podemos tentar criar nossas crianças em um mundo da Disney de inocência e ingenuidade. O estresse e a inquietação fazem parte do mundo real e da experiência humana, tanto quanto o amor e o cuidado.
Se tentarmos eliminar esses obstáculos, impediremos que elas tenham a oportunidade de aprender e desenvolver capacidades realmente importantes que as ajudem a enfrentar desafios e decepções que são inevitáveis na vida.
Fonte: http://www.revistapazes.com/criancasamadas/

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Sobre gratidão, adoção e ter filhos


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"A criança adotada, como todo filho, não prima pela gratidão antes da aquisição de certa maturidade. Portanto, se você está adotando à espera de gratidão e reconhecimento, sugiro que faça outra coisa. Cabe aos filhos testarem o amor dos pais para saberem se ele é confiável. Ninguém vai precisar tanto desta confirmação quanto uma criança que já foi preterida. Nesse caso, se a criança ousar confiar no seu amor, o que é bom sinal, agirá como um filho demandante e desafiador por algum tempo, esperando tanto amor quanto limite –dobradinha de ouro da criação e que só pais amorosamente investidos têm força para sustentar ao longo do tempo.

Quanto a "fazer o bem", vamos e convenhamos que a escolha por ter filhos implica motivações inconscientes, geralmente ignoradas. Temos filhos por razões que nos escapam e que são profundamente narcísicas. Você quer ter filhos? Não coloque isso na conta deles, assuma suas motivações, sejam quais forem. Ignorá-las só traz ressentimento e raiva.

Quem quer uma gestação nem sempre quer um bebê, e quem quer um bebê nem sempre quer um adolescente, etc. Maternidade e paternidade são funções vitalícias e intransferíveis, enquanto que a fase bebê-criança é rapidíssima em relação ao conjunto da obra."

(Vera Iaconelli)

sábado, 11 de novembro de 2017

Leis jurídicas, leis sistêmicas e a prioridade de permanência na família de origem

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É interessante como as leis brasileiras de adoção respeitam as leis sistêmicas familiares. Ao menos, é o que se vê “no papel”. 
O fato de dar prioridade à criança de permanecer em sua família biológica, no intuito de proteger o seu direito intrinseco, de crescer no seu seio de origem, inserida em seu campo energético de nascimento, por exemplo, é algo altamente subjetivo e traz uma ordem social também muito profunda. Isso não faz referência ao sangue, mas à energia, ao seu destino. Destino num sentido mais amplo e não no sentido religioso. E é necessário uma profunda humildade para entender isso. Humildade, para não alimentarmos a pretensão de que temos o poder de “arrancá-la fisicamente” do convívio dos seus antenados. 
Esgotadas essas possibilidades de permanência, é que ela vai para adoção, o que é algo também muito precioso, mas faz parte de outra etapa. A partir daí, ela começa a fazer parte de dois sistemas familiares, o de origem e o de nascimento. Os dois são importantes e serão sempre essencias em sua vida. Um deu a vida e o outro deu a possibilidade dela continuar "existindo psicologicamente", na dignidade e no amor. 
Conhecer as leis sistêmicas, protege criança, família adotiva e biológica de sofrer as negativas consequências no caso de injustiças, do desrespeito a essas ordens, que a nossa lógica racional, muitas vezes, tem a impossibilidade de conceber.



Cintia Liana

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A mulher do Júnior Lima, Monica Benini, faz parto humanizado domiciliar

A mulher do Júnior Lima, Monica Benini, faz parto humanizado domiciliar e isso é para se festejar. Só fortalece a causa e muito. 
Morando fora do Brasil, há tempos não sabia da trajetória atual desse talentoso músico e fiquei muito feliz em saber como ele está levando e escolhendo a sua estrada de vida. 
A sua mulher também expressa ser uma pessoa consciente, que vive muito fora do esquemas tradicionais. Feliz por eles.

Cintia Liana





Leia mais:

A família do músico Junior Lima e de Monica Benini cresceu. Nesta terça-feira (3), eles anunciaram o nascimento de Otto, primeiro filho dos dois. "OTTO CHEGOU!!! Fomos invadidos por uma felicidade e paixão arrebatadoras!!! Ele na... - Veja mais em https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2017/10/03/nasce-otto-primeiro-filho-de-junior-lima-e-monica-benini.htm?cmpid=copiaecola

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A psicóloga Cintia Liana na rádio italiana


Caros amigo e leitores, 
esse é o link da minha primeira entrevista em italiano. 
Falei sobre a minha chegada na Itália, psicologia neonatal, a importância da amamentação e psicologia familiar. 

Comecei amamentando. Militando. 
🙏


Programa By Night Roma, na "RadioRadio", FM104,5. 

🎧🎤🎙📻🎥

Acessem:

https://www.facebook.com/RadioRadioByNightRoma/videos/1449333915121243/?hc_ref=ARSRYYsO2pMGmRpdQQrUGLDOEVQEYQsTnh-rnKkX-SXBhxOzcmvNKIJi7M3OLZ9EM2o&pnref=story

A psicóloga Cintia Liana. 
Apoiando a amamentação.





A psicóloga Cintia Liana 
na "RadioRadio", FM104,5, em Roma, Itália. 

🎧🎤🎙📻🎥



segunda-feira, 8 de maio de 2017

O parto e a dignidade, um parto natural após um cesáreo

Após 3 meses e meio sem postar, hoje senti vontade de recomeçar falando do parto da minha segunda filha, um VBAC (Vaginal Burn After Cesarian) de sucesso. É isso, eu sou uma VBAC de sucesso e vim aqui contar essa história maravilhosa para vocês.

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"O parto e a dignidade"
Um parto natural após um cesáreo

Cintia Liana

Desde o parto da minha primeira filha alimentava o desejo de ter outro bebê. Parecia que ainda faltava alguém em casa. Agora sinto a minha família completa.
Como o meu primeiro parto não teve o período de expulsão e acabei fazendo um cesário depois de muitas horas de trabalho - porque não me deixaram parir na posição que desejava, porque não senti que tive privacidade, etc. - queria muito ter um segundo parto todo natural, sem anestesia ou nada que me fizesse estar longe da espontaneidade do fenômeno do nascimento.
Ao mesmo tempo sentia medo de um novo parto, mais especificamente de um cesáreo, e só engravidei depois de me liberar completamente desses temores através de uma constelação familiar com o meu colega psicólogo Dr. Stefano Silvestri. Esses medos não eram meus. Agarrei o meu destino com determinação.
Mesmo sabendo, antes mesmo de engravidar, que poderia e tentaria um parto natural, mudei o percurso dos planos do parto na segunda metade da gestação, alterando certas escolhas quando estava com 5 meses e meio. Não queria uma abordagem médica em minha gravidez.
Trabalhei as minhas limitações, crenças, insegurança. Não as aceitava. Pedi orientação espiritual para escolher os profissionais certos. Já fazia terapia, li muito, fiz outras constelações familiares, a essa altura fazendo o curso de formação em constelações com Dr. Silvestri. Recebi aplicações de Access Bars Conscionsness. Gostei tanto que comecei a fazer o curso para me tornar operadora de Bars e passei a repetir as frases de limpeza, para mudar antigas crenças. Fiz também o curso de parto Leboyer com Letizia Galiero, aprendiz do próprio Leboyer. Abri os meus horizontes mais ainda, mudei os meus pontos de vista, acreditei em algo muito maior para mim. Num país que estou aprendendo a conhecer, em busca de um Vbac (vaginal burn after cesarian - parto vaginal após cesáreo) com profissionais realmente respeitosos. Não queria correr o risco de apressarem o meu segundo parto novamente.
Dentre três indicadas, escolhi a que seria a minha doula, mais precisamente uma obstetriz - ostetrica em italiano - ela é também naturopatapara, Monica Marino, que me encaminhou para uma clínica, a Casa di Cura Villa Maria Pia em Roma. Queria, desta segunda vez, um hospital pequeno, mas todo equipado, acolhedor, talvez um parto na água. Me dei conta de que não queria o mesmo grande hospital "renomadíssimo" da primeira experiência, onde as mulheres parecem ser mais um número.
Mas o médico que me acompanharia junto à obstetriz queria que eu fizesse um cesário, porque não era um especialista em VBAC. Discutimos a possibilidade de um cesáreo como interveção depois do início do trabalho de parto, para ser menos traumático, para esperar a hora certa do bebê. Um cesáreo porque segundo ele o espessor de minha cicatriz estava abaixo do indicado para um parto natural e com as contrações poderia se abrir. Não me conformei, pois eu sabia que poderia fazer um parto espontâneo. A minha intuição gritava e dizia "confie em teu corpo, você pode, você tem compreensão!".
Eu e meu marido fomos a uma consulta com um dos maiores especialista da Itália em parto VBAC, o Dr. Carlo Piscicelli do hospital Cristo Re em Roma, indicado por uma das obstretrizes indicadas, a Sonia Di Pascali. Ele confirmou que a minha consciência estava certa, que eu era uma forte candidata ao VBAC, porque não era obesa, minha cicatriz era horizontal e eu tinha feito o cesáreo há mais de 1 ano e meio, melhor, há mais de 4 anos. Esses três pré requisitos fazem parte do protocolo da Organização Mundial da Saúde para um parto espontâneo depois do cesáreo. Quanto a espessura da cicatriz, isso consta só nos livros, pois na prática é mais esperado que tudo corra bem e uma ecografia não é capaz de medir bem essa espessura, tanto que fiz trê e cada uma era diferente da outra.
Abandonei o velho, abracei o meu lado forte e confiei na vida, na minha intuição. Tudo fluiu na mais perfeita ordem. A pedido meu, a minha obstetriz conseguiu mudar alguns protocolos da clínica para que eu tentasse um parto espontâneo, sem epidural e assinei os documentos de rotina do protocolo VBAC.
Duas semanas antes da data prevista para o parto, no dia 3 de fevereiro, comecei a sentir as contrações, A Monica (obstetriz) foi à minha casa e me examiou, quando eu atingi quase 4 centímetros de dilatação fomos para a clínica. Ter ela perto de mim fez toda a diferença, uma mulher sábia, segura, sensível e forte. Foi um dinheiro muito bem investido. Realmente bravíssima!
Fui no carro sentindo uma dor alucinante que me levava para o mágico mundo do parto, do nascimento. Eu aceitei aquela dor, que tem todo um motivo para existir , como bem sabe a famosa psicóloga Laura Gutman.
Já tinha uma consulta marcada pelo Skype, então no percurso fui falando ao telefone com uma obstetriz de Torino e operadora Bars, a Laura Sartorio, que me ajudava com as frases de Bars, para que eu fizesse um parto rápido e todo natural, com menos dor e sem medo, para que eu tivesse toda a consciência desse momento e o vivenciasse com facilidade, felicidade e glória. A Laura publicou um livro chamado Concepire Sè, que fala em como o Access Bars Consciosness ajuda na maternidade consciente.
Chegamos na clínica, deitei na cama para a monitoragem fetal, a bolsa estourou e naturalmente começaram as contrações para a expulção. Fui para a sala de parto. Meu marido me dando todo o apoio emocional e físicamente naquele momento que exigia de mim toda a minha força física. Como um bom marido é importante! Trabalhei na água, relaxei, depois quis sair e ficar de cócoras. Foi a experiência mais forte de minha vida. Mobilizou todas as minhas moléculas. Quando peguei a minha filha nos braços, ainda quente saindo do meu ventre, molhada e com o cheiro de liquido amniótico, ainda ligadas pelo cordão umbilical fiz contato com uma parte minha ancestral fortíssima. Tudo fez sentido. Conclui também um processo que me faltou no parto de minha primeira filha.
Saí da sala de parto andando, apoiada nos ombros de meu marido, me sentido a mulher mais incrível do mundo por ter conseguido realizar o meu sonho. Senti uma dignidade inexplicável, um amor diferente por minha mãe, por ter me parido com a mesma dor. Grande prova de amor da parte dela. Uma dor que nos leva além, que nos permite fazer contato com o bebê, que nos encaminha em direção ao nascimento de uma nova mulher. Paradoxalmente, hoje até compreendo uma mulher que tem medo do parto, mas eu escolhi um caminho sem medo, os caminhos para a consciência. Me cerquei de conhecimento e autoconhecimento e esses caminhos nos elevam.
Ri e chorei por horas. Até agora sinto um respeito e um orgulho de mim que me dizem que nunca mais serei a mesma.

Cintia Liana Reis de Silva
Psicóloga
Brasileira de nascimento, italiana de casamento
Vive e trabalha na Itália

Escrevi esse texto para dar força às muheres que querem confiar em si mesmas e alimentam o sonho do parto natural.

[Vorrei ringraziare alcuni professionisti di avanguardia, che mi hanno seguito in questo ricchissimo percorso e altri che ho fatto contatto per arricchire ancora di più il mio sguardo davanti alla potenza della nascita e che hanno creduto in me.
Monica Marino Claudia Casetti Dott. Stefano Silvestri Dr. Massimo Preziuso Dr. Ricardo Chemas Laura Sartorio]

#PartoCintiaLiana #Parto #SegundaFilha #SegundoPartoCintiaLiana #OPartoeaDignidade

Livro de Laura Sartorio
Concepire Sè

Cintia Liana
12 dias após o parto

Cintia Liana
24 dias após o parto

sábado, 21 de janeiro de 2017

A descoberta do parto



Curso de parto Leboyer, di Letizia Galiero e Sonia Di Pascali.
Nepi, Roma.

E imersa em um percurso de busca da plena consciência da gravidez, parto, nascimento, e pós parto descobrimos que a sociedade não sabe absolutamente nada sobre esses temas. As mulheres estão desaprendendo a parir, o parto virou um business, ele foi “roubado” pela ciência, pela medicalização.
As pessoas não fazem ideia de como é melhor para mãe e crianças serem “preparados” pelos hormônios no parto espontâneo. De como o ser espremido na hora da passagem prepara a criança psicologicamente para enfrentar a vida. O parto é um fenômeno da natureza. Se podemos escolher, então que sejamos pela natureza.
E o que me assusta é que muitas mulheres são induzidas a caírem na armadilha do cesáreo. Tem gente que as aterrorizam. A maioria dos médicos inventam as coisas mais inimagináveis para conduzi-las ao cesáreo e elas acreditam! Por desinformação, por inexperiência, por medo. Muitas nunca se darão conta depois de que foram enganadas e as que se dão conta buscam um segundo parto natural com todas as forças, mas nem todas as estruturas de hospitais são preparadas para um parto Vbac (Vaginal Burn after Cesarian - parto vaginal depois do cesáreo), então elas têm que se desdobrar para buscar as "pessoas certas".
Parto domiciliar hoje é luxo, não só no Brasil como na Itália, mas é mais luxo ainda porque as pessoas que o procura são aquelas que têm uma compreensão diferente do parto e aquelas que se permitem o melhor.
Eu desejo às mulheres mais consciência, mais informação, mais força, que escolham experimentar a dor do parto sem medo, porque essa dor tem todo um sentido especial para existir, as auguro mais partos espontâneos e domiciliares, porque a nossa "toca" é o lugar mais seguro e acolhedor do mundo, mais hospitais humanizados, mais acolhimento, mais intimidade, sabedoria e desapego a antigas crenças a esquemas familiares para se unirem a homens que as apoiem emocionalmente e em todos os outros sentidos. Leiam Leboyer, mulheres!
Nós não podemos aceitar mais violência obstétrica em favor da ganância, da ignorância e do dinheiro, devemos ser o instrumento de força para que a mudança aconteça e que seja uma mudança para o que há de mais autêntico, saudável e verdadeiro para a humanidade.

Cintia Liana Reis de Silva, psicóloga

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O parto natural e a compreensão

Para um parto natural e/ou em casa não é preciso coragem, é preciso compreensão. Quando tudo está em harmonia não existe luta, não existem dúvidas. Hoje um parto desse nível virou luxo, não só porque a mulher precisa estar disponível para se conectar com a sua força primitiva, mas também porque ela precisa desenvolver a compreensão de que o fenômeno do nascimento não um acontecimento médico e mais ainda porque ela precisa abrir portas para conhecer os profissionais certos, que não terão uma postura medicamentosa. 
Cintia Liana

Indicação de livro:
Nascer Sorrindo, Frédérick Leboyer

"O livro 'Nascer sorrindo', do Dr. Leboyer, um obstetra francês que usa técnicas inovadoras no parto, defende que, como a criança está envolta por líquido, que abafa o som e a mantém no escuro durante toda a gestação, quentinha, aconchegada, o momento do parto é extremamente traumático para ela. De repente, luz, barulho, frio. Esse choque afeta a pessoa deixando sequelas irreparáveis em sua personalidade. Por isso ele mantém as salas de parto na penumbra e silêncio. A criança é, depois de 'expulsa', imediatamente envolta de modo a manter-lhe o calor e sua adaptação ao meio externo é feita gradual e lentamente. Depois de alguns meses de aplicação da técnica, foi convocada uma reunião para avaliar os resultados e chegou-se à conclusão de que os bebês nasciam sorrindo, pois o parto se dá sem violência."

"L'Arte di Partorire", livro de Frédérick Leboyer em italiano
Vem com alguns exercícios simples, e com técnicas orientais de canto e de respiração propostas em um CD anexo ao livro

"O Renascimento do Parto"

O primeiro parto de Gisele Büdchen"


"O pré natal com uma parteira é muito diferente." (Andrea Santa Rosa)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Constelações Sistêmicas

Google Imagens


Por Karla de Araújo

Aceitar pai e mãe, incluir os excluídos, separar o que está misturado, quebrar padrões negativos repetitivos, dar e receber com equilíbrio, harmonizar o masculino e o feminino, honrar a família e ter permissão para seguir e ser feliz!

Às vezes, estamos fora de nosso verdadeiro lugar em nossas famílias, em um papel que não é realmente o nosso; como por exemplo, irmão que toma o lugar de pai, filha que toma o lugar de mulher do pai (tudo isso no inconsciente), mãe que se comporta como filha da filha; filhos que tomam as crenças e o fardo dos pais para si, ficando assim impossibilitados de seguir seu próprio caminho. Repetição de padrões negativos, doenças psicossomáticas, disfunções sexuais, filhos que não "crescem" por terem medo de não serem mais amados pelos pais, cônjuge que não se independe da influência dos pais depois de se casar, identificação excessiva com algum ente querido que já morreu impossibilitando a pessoa de olhar para seu trabalho e sua vida,etc. Tudo isso influi na disponibilidade ou não do indivíduo para uma vida saudável e próspera.

A Constelação Sistêmica Familiar quebra os círculos viciosos. Revela os mecanismos inconscientes do nosso comportamento e as influências externas. Quando essas influências se mostram nas constelações, o indivíduo recupera seu poder de fazer escolhas, se torna mais livre e produtivo. As consultas podem ser realizadas individualmente ou em grupo.

A Constelação Familiar foi desenvolvida por Bert Hellinger que elaborou suas inerentes "ordens do amor". Gunthard Weber e outros a estenderam para constelações em contextos organizacionais e em outros contextos. Matthias Varga Von Kibéd e Insa Sparrer desenvolveram estes conceitos mais além, em "Constelações Sistêmicas de Estrutura" e forneceram uma experiência metodológica e teórica. Bernd Isert criou um método holístico que reúne estes conceitos e métodos da PNL e cinesiologia.

A meta do trabalho de constelação é resolver envolvimentos, separar misturas e incluir partes do sistema anteriormente excluídas, a fim de permitir que o cliente alcance a integração em um nível mais elevado do que antes. É uma terapia breve capaz de identificar a origem de muitos dos "males" que nos afligem e, através da energia do amor, desatar nós e abrir novas possibilidades para o futuro. Este trabalho se baseia na existência de uma consciência familiar que "rege" nossos destinos. Cada vez que uma das ordens desta consciência é quebrada, ela age no sistema familiar, através de seus membros, "exigindo" uma compensação. Uma destas ordens é o direito ao pertencimento: todos, no sistema familiar, têm o mesmo direito de pertencer. Isto implica que, cada vez que alguém é excluído do sistema, normalmente por questões morais, a consciência familiar escolhe um membro de uma geração posterior ao excluído para que tenha um destino semelhante e difícil. Crianças abortadas, criminosos, alcoólatras, doentes mentais, prostitutas, filhos ilegítimos, todos se enquadram neste grupo de excluídos. Somente quando estas pessoas são reconhecidas e incluídas no coração da família, aquele que estava identificado com o excluído pode seguir seu próprio destino livremente.

O trabalho sistêmico vem a partir da concepção da vida, do fluir no desenvolvimento natural. Estamos inseridos dentro de um grande sistema contínuo, de diversos elementos que se interagem e de certa forma são interdependentes uns com os outros. Nenhum organismo é um sistema estático, fechado ao mundo exterior; e sim um sistema aberto, onde há uma constante troca de informações entre os mais diversos níveis.
Não temos como falar de constelação familiar sem falar da visão sistêmica.

Nascemos dentro de um sistema familiar, que existe há muitos anos e onde não sabemos direito o seu histórico por completo. Foram gerações atrás de gerações, com muitas histórias, acontecimentos, e situações felizes e trágicas. Herdamos através dos nossos pais e ancestrais toda a carga morfogenética (morfo=forma) e não damos conta dos padrões, das crenças e até mesmo das repetições de estórias dentro da nossa família.

Outra ordem, a de precedência, significa que quem vem antes dá e quem vem depois recebe; quem vem primeiro tem prioridade. Quando alguém toma o lugar de outro que o precede, o sistema familiar entra em desequilíbrio. Um filho que assume "ares" de pai, um irmão caçula que se arroga direitos de primogênito, um filho que toma para si os problemas dos pais e os coloca em julgamento, são alguns perturbadores desta ordem. Durante a Constelação Familiar, estas dinâmicas ocultas afloram de maneira surpreendente.

“O trabalho de constelação familiar é uma oportunidade de identificarmos de forma consciente o que está acontecendo com o sistema familiar, podendo assim resolver os conflitos a partir da escolha interna de cada um.

”A constelação sistêmica pode ser realizada em grupo (workshop) ou individualmente com utilização de bonecos ou figuras. A terapia se dá através da reunião do terapeuta, do cliente e de um grupo de pessoas que são convidadas a representar membros da família do cliente. A sessão tem início quando o cliente manifesta a questão que quer trabalhar e escolhe representantes para seus familiares. Neste momento, instala-se no ambiente um "campo" que traz à luz aquilo que está atuando em seu sistema familiar. A melhor analogia é o fato de que, a todo instante, milhares de ondas de rádio cruzam o espaço sem que possamos acessá-las. Assim que um aparelho de rádio é ligado e uma determinada freqüência é escolhida, passamos a ouvir imediatamente sua programação. No caso das constelações familiares, o membro da família é o responsável por "autorizar" que a freqüência de sua família seja sintonizada e possa ser captada no ambiente. A partir de como os representantes se sentem e se movimentam, é possível perceber os emaranhados com clareza e dar início à sua dissolução.

Podemos fazer Constelação para ajudar em conflitos familiares (pais, filhos, irmãos, tios, avós), conflitos entre casais, dificuldade em lidar com perdas de parentes, pessoas queridas ou parceiros, dificuldade em relacionar-se de uma forma geral, dificuldade em comunicar-se, problemas de saúde, conflitos entre sócios, funcionários e clientes, problemas financeiros, entre outras coisas.

Karla de Araujo



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