"Uma criança é como o cristal e como a cera. Qualquer choque, por mais brando, a abala e comove, e a faz vibrar de molécula em molécula, de átomo em átomo; e qualquer impressão, boa ou má, nela se grava de modo profundo e indelével." (Olavo Bilac)

"Un bambino è come il cristallo e come la cera. Qualsiasi shock, per quanto morbido sia
lo scuote e lo smuove, vibra di molecola in molecola, di atomo in atomo, e qualsiasi impressione,
buona o cattiva, si registra in lui in modo profondo e indelebile." (Olavo Bilac, giornalista e poeta brasiliano)

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Sobre a criação com "apego"


Lembrando que existem 4 tipos diferentes de apego. Esse ai' é o genérico, conhecido popularmente. Mas apego tem um conceito muito profundo e cada tipo define o tom da relaçao com o primeiro objeto de amor da criança, que é a mae ou a sua substituta, que pode ser tambéem um pai solteiro ou adotivo. O conceito de apego é lindo e muito complexo. John Bowlby é o pai dessa incri'vel teoria. 

Leiam também esse meu texto sobre a importancia do contato entre mae e bebe:
http://psicologiaeadocao.blogspot.it/2013/02/aquele-abraco-negado.html
Tem também um outro que explica os tipos de apego e o momento de começar a ir à escola:
http://psicologiaeadocao.blogspot.it/2014/10/o-momento-ideal-para-iniciar-vida-socio.html

O apego em quatro padrões:
“Seguro – o bebê sinaliza a falta da mãe na separação, saúda ativamente a mãe na reunião, e então volta a brincar; Inseguro – evitante – o bebê exibe pouco ou nenhuma aflição quando separada da mãe e evita ativamente e ignora a mãe na reunião; Inseguro – resistente – o bebê sofre muito, tem muita aflição ou angústia pela separação e busca o contato na reunião, mas não pode ser acalmado pela mãe e pode exibir forte resistência; Inseguro – desorganizado – apresenta comportamento misto, ora como evitante, ora como resistente.” (Lantzman, 2014)
Cintia Liana ❤

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Foto: Gravidicas

Texto retirado no Blog Gravidicas

Eu considero a sociedade hoje muito “isolada”.As pessoas evitam contato, o foco é a tecnologia. Receber um abraço sincero é artigo de luxo. Conversa “olho no olho” é só nos casos de briga (e olhe lá). As pessoas priorizam mexer no celular a caminhar de mãos dadas.

Mesmo com tanta correria, notei que a “Criação com Apego” tem se tornado um estilo de vida pra muitas mães hoje em dia. Talvez pra repor alguns erros cometidos pelos nossos pais, ou pra preencher um vazio que existe por algum colo negado em algum momento na vida.

Somos uma sociedade carente de atenção. Afinal, você já não ouviu aquelas “malditas” frases do tipo: “Não pegue seu bebê demais senão vai acostumar mal.” ; “Não dê de mamar toda hora, senão ele vai acostumar mal”… Para os mais antigos (e até pra muita gente da minha faixa etária ~24~), é um erro tremendo se “apegar” ao bebê.

Bom, contrariando as muitas dicas que recebi durante a gravidez, eu e meu marido optamos por criar nossa filha com muito apego, chamego e etc. Confesso que não posso garantir a vocês que ela será perfeita em todos os aspectos, que não irá chorar quando eu não puder dar colo ou coisas assim. Mas posso dizer, com muita segurança, que estamos criando uma criança com demonstrações verdadeiras do que é o amor. E pasmem, ela tem 5 meses e já retribui o carinho.

Aí você me pergunta: Por quê não seguir os exemplos que tivemos? Você, mamãe, já parou pra ler a carteira de vacinação do seu filho? Se não, leia, urgentemente. Se sim, percebeu que até mesmo na carteirinha recebemos indicações para: amamentar por mais tempo, não nos preocupar com colo demais e etc? Pois então, é a “Criação com Apego” divulgada para milhares e milhares de mães no Brasil, e mesmo assim, dar amor e carinho ao filho pode parecer um erro.
Não te convenci ainda? Então pensa comigo:

O bebê passa nove meses na nossa barriga. Sente o que sentimos. Ouve nosso coração. Fica quentinho, acolhido, protegido… Assim que ele nasce, já somos bombardeadas com as “dicas” #fail, dizendo que não devemos dar muito colo, nem muito peito, nem muito carinho. Você, adulta (o) que é, quando vai em uma festa cheia de gente e não conhece ninguém, de repente encontra sua melhor amiga, você não tem vontade de grudar no braço dela e não soltar mais? Afinal, ficar sozinha em lugares desconhecidos é tão desagradável.

Agora imagine para o bebê. Se ter um filho pra você é novidade, para ele até respirar é um ato novo. Eles sentem medo, frio. O colo da mãe é proteção. O abraço da mãe é aconchego. O peito, não é só alimento, é amor.
A criação com apego me tornou muito mais humana. Eu não deixo minha filha chorar até cansar, até porquê, eu odiaria que fizessem isso comigo. Eu não dou de mamar somente de 3 em 3h, afinal, meu leite não é só comida, é a bebida, é um carinho… Eu, quando tenho sede, vou lá e bebo água. Seu bebê não pode fazer o mesmo? Chorar é a maneira que ele tem de pedir…


Eu dou colo pra minha filha, sempre que ela precisa. No começo, é complicado, é adaptação, eles não querem ficar longe. Hoje, com quase 6 meses, ela já fica mais tempo longe, fica sentadinha, brincando. E quando quer colo, eu pego sim. É dito e feito que: ou é sono, ou é fome. A gente com sono, não fica um porre também?
Resumindo, a criação com apego é isso: É colocar-se no lugar do bebê, antes de qualquer coisa.


Pra encerrar com chave de ouro, compartilho aqui com vocês, um texto lindo que tenho salvo no meu celular, pra me lembrar, todos os dias, que amor demais é função de mãe!
“Não existe nenhuma doença mental causada pelo excesso de braços, de carinho, de carícias. Não há ninguém na prisão, ou no manicômio, porque seus pais lhe pegaram demais no colo, ou cantaram canções demais, ou lhe deixaram dormir com eles. No entanto, existe sim, gente na prisão, ou no manicômio porque não teve pais, ou porque seus pais lhe maltrataram, lhe abandonaram ou lhe desprezaram. Mesmo assim, a prevenção dessa suposta doença mental totalmente imaginária, a mimação infantil crônica, parece ser a maior preocupação da nossa sociedade. […] E se não, puxe pela memória e compare: quantas pessoas, desde que ficou grávida, lhe advertiram sobre a importância de por protetores de tomada, de guardar em lugares seguros os produtos tóxicos, de usar uma cadeirinha segura e apropriada para o carro ou de vacinar o seu filho contra o tétano? Agora, quantas pessoas lhe avisaram para que você não fique muito com seu filho nos braços, que não o deixe dormir na sua cama, que não o acostume mal?”

Dr. Carlos González

Fonte: http://gravidicas.com.br/sobre-a-criacao-com-apego/

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Porque sou a melhor mãe que posso ser

Ilustração: Bárbara Brasileiro

Por Marcela Feriani
03 de julho de 2016

Enquanto os olhos do mundo estão no bebê que acaba de nascer, a mãe da mãe enxerga a filha, recém-parida. O papel de avó pode esperar, pois é a sua menina que chora, com os seios a vazar.

A mãe da mãe esfrega roupinhas manchadas de cocô, varre o chão, garante o almoço. Compra pijamas de botão, lava lençóis sujos de leite e sangue. Ela sabe como é duro se tornar mãe. 
No silêncio da madrugada, pensa na filha, acordada. Quantas vezes será que foi? Aguentará a manhã com um sorriso? Leva canjica quentinha e seu bolo favorito.

Atarefada, a mãe da mãe sofre em silêncio. Em cada escolha da filha, relembra suas próprias. Diante de nova mãe, novo bebê, muito leite e tanto colo, questiona tudo o que fez, tempos atrás. Tempo que não volta mais. 
Se hoje é o que se tem, então hoje é o que é. Olha nos olhos, traz pão e café. Esse é o colo, esse é o leite. Aqui e agora, presente. 
A mãe da mãe ajuda a filha a voar. Cuida de tudo o que está às mãos para que ela se reconstrua, descubra sua nova identidade. Ela agora é mãe, mas será sempre filha.

Toda mãe recém-nascida precisa dos cuidados de outra mulher que entenda o quanto esse momento é frágil. A mãe da mãe pode ser uma irmã, sogra, amiga, doula, vizinha, tia, avó, cunhada, conhecida. O fato é que o puerpério necessita de união feminina, dessa compreensão que só outra mãe consegue ter. O pai é um cuidador fundamental, comanda a casa e se desdobra entre mãe e filho, mas é preciso lembrar que ele também acaba de se tornar pai, ainda que pela segunda ou terceira vez.

Marcela Feriani * Canjica
Ilustração: Bárbara Brasileiro

Fonte: https://www.facebook.com/MariaRenataCerqueira/photos/a.449252175232055.1073741829.428343603989579/639813776175893/?type=3&theater


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Não podemos viver apenas para nós mesmos


Fanpage Cheiro de Alecrim

"Não podemos viver apenas para nós mesmos. As nossas vidas estão ligadas por mil fios invisíveis, e ao longo destas fibras simpáticas, as nossas ações são executadas como causas, devolvendo-nos os seus resultados."


Herman Melville

Il. Iris Scuccato

Os ninguéns

Pensei que fosse um texto mais longo, mas quando li esse pequeno texto poético e realista tive que dividir do mesmo jeito com voces.

Revista Pazes
11 de março de 2016
Por Eduardo Galeano
As pulgas sonham em comprar um cão, e os ninguéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico de sorte chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chova ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.
Os ninguéns: os filhos de ninguém, os dono de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:
Que não são embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.
Por Eduardo Galeano
Fonte: http://www.revistapazes.com/2200-2/

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Depoimento: “Ah, são adotivos?” Sempre perguntam… São nossos filhos e pronto! Thais


Por Thais Doretto
28 de junho de 2016

“Sempre quis adotar, desde adolescente sentia que esse era meu caminho, como se Deus já tivesse me avisado. Casei e o desejo continuava, mas meu marido gostaria de tentar um biológico antes. Ok, poderíamos adotar depois. Eu engravidei mas perdi o bebê bem no comecinho. Então por algum tempo ficamos, eu e meu marido, estudando a questão da adoção, mais ele do que eu (risos).

Enfim decidimos entrar com os papéis.
Um ou dois meses depois minha cunhada foi convidada por uma amiga para fazer um trabalho voluntário com crianças carentes. Acabando o trabalho ela veio na minha casa e disse que tinha conhecido um menino que poderia ser meu filho. Fiquei emocionalmente enlouquecida para conhecê-lo. Porém não havia como, pois eu estava na fila e só me restava esperar. Sabia o nome dele e que ele tinha um irmão mais novo. Até tentei mais informações, mas as crianças que estão para adoção são protegidas pelo estado e é super difícil ter acesso, pelo menos aqui na minha cidade. Consegui descobrir os nomes, idades e que eles iriam voltar para a família. Mas não conheci nem por foto. Seus rostos eram em branco para mim, e então mais uma vez me apegava a Deus para que tudo se ajeitasse da melhor maneira possível para todos. Se não eram eles não era para ser e pronto. Deus ia me mandar meus filhos, tinha certeza disso.
Oito meses depois fizemos o curso e todas as etapas para que pudéssemos então entrar na fila de espera. Nosso perfil era de 3 a 8 anos, pois temos 5 sobrinhos nessa faixa de idade, e assim nos sentíamos confortáveis. Não importava sexo, cor e aceitávamos irmãos.  Sempre pensava, meu Deus essas essas crianças já foram tiradas de seus genitores, mais uma separação com os irmãos era demais a dor. Acreditava também que se viessem dois eles se sentiriam mais seguros, pelo menos um com o outro, metade da família já estaria em união, assim como eu e meu marido já estávamos unidos, e tudo poderia ficar mais fácil.
Na última entrevista com a assistente social, ela deixou escapar que achava que nosso processo seria rápido. Uma semana depois ela me liga dizendo que queria me mostrar duas crianças.  Explosão de felicidade !!! 9 MESES DE ESPERA durou minha gestação!
Chegando no fórum ela começou a contar a história deles, e quando ela disse os nomes e as idades a gente quase caiu da cadeira, para nossa surpresa eram os meninos que minha cunhada tinha conhecido! Impossível acreditar em simples coincidência !! Eram eles, Deus tinha me mandado meus filhos! Minha cunhada nem acreditava! Pensa na possibilidade disso acontecer. Ninguém do fórum e nem do abrigo e nem de lugar nenhum sabia do nosso precoce interesse por eles. Só eu, meu marido e minha cunhada!! Hoje ela é madrinha do mais velho, não poderia ser diferente não é mesmo?! Estamos com eles há dois anos, mas todo mundo pensa que é há muito mais tempo.
“Ah, são adotivos?” Sempre perguntam… Não entendo que diferença a palavra “adotivo” faz. São nossos filhos e pronto!

Foram muitas, mas muitas mesmo, dificuldade de adaptação com eles. Nos primeiros meses cheguei a achar algumas vezes que não daria certo, que eu não ia conseguir. Mas sempre me lembrava da tal “coincidência” e aos poucos Deus ia acalmando meu coração. Mas acho que isso já é uma outra história... É isso, Luciane. Foi um prazer contar minha história um pouco grande… Risos… Gosto muito de falar da minha experiência, é difícil parar de escrever até. Mas acho que está bom por aqui.
Grande abraço.” 
Thais Doretto

Fonte: http://gravidezinvisivel.com/depoimento-adocao-adotivos-filhos/

terça-feira, 21 de junho de 2016

Quando estou no seio não é apenas o leite que me alimenta

Foto retirada da página Facebook "Infância e Maternagem"


Não é só o leite que ele busca encontrar no seio. É um conjunto de sinais que são primordiais e indispensáveis para a sobrevivência nutricional e segurança emocional.
Uma experiência de satisfação está conectada ao desejo materno: a troca de olhares entre a mãe e o bebê, o som da voz, o cheiro, o toque e a capacidade de reagir frente a todas as posturas do bebê, atribui um sentido pleno de comunicação mútua durante a amamentação.
A amamentação promove um encontro entre dois seres numa mesma existência, são dois espaços individuais unidos por um laço afetivo forte e seguro. 
É uma vivência de sentidos incondicionais, que nem sempre é fácil, muitas mulheres necessitam de apoio, orientação, e compreensão para estabelecer bases seguras para um aleitamento saudável e duradouro. 
Sou mamífera assumida. Abro mão de muitas coisas para viver esse momento com a plenitude que alcançamos, considerando o início doloroso, a esperança é que o final seja prazeiroso e calmo, com os sinais naturais, bem incentivados e apoiados para a separação sadia.
Somos mamíferas!


Carol Arruda Mello

Do colo materno ao convívio social na psicologia de Winnicott

RESUMO Donald Woods Winnicott, cujo 120º aniversário se celebrou em abril, é tido por muitos como o principal psicanalista depois de Freud. Ainda que o pai da teoria edípica tenha servido de referência para seu trabalho, o psiquiatra britânico formulou conceitos próprios e abriu caminho para uma "revolução" psicanalítica.

Donald Woods Winnicott (1896-1971)

Zeljko Loparic
08.05.2016

No mês passado, celebraram-se os 120 anos do nascimento de Donald Woods Winnicott, considerado por muitos o mais importante psicanalista depois de Freud. Por quê? Porque ele refundou a psicanálise freudiana.
No esboço de um artigo de 1971, ano de sua morte, Winnicott escreveu: "O que pleiteio é um tipo de revolução em nosso trabalho. Vamos reexaminar o que fazemos". O que fazem os psicanalistas freudianos? Decifram o inconsciente reprimido que incomoda.
Os freudianos curam pela palavra, pela análise do discurso do paciente. Com a cura pela palavra, no entanto, as análises não terminam. A falta de eficácia das análises comuns se deve ao desconhecimento da existência de dissociações muito primitivas descobertas por Winnicott, escondidas atrás dos conflitos do inconsciente reprimido. A revolução conclamada já teria, portanto, acontecido, e consistiria em suas próprias contribuições à psicanálise.
Formado como médico pediatra e tendo observado problemas emocionais em bebês de poucas semanas, Winnicott tornou-se psiquiatra infantil e recorreu à psicanálise freudiana. Começou a modificar a psicanálise quando constatou que algo estava errado com o modelo edípico, criado e usado para tratar as neuroses dos adultos.
As mudanças decisivas foram motivadas pelo que Winnicott apreendeu das análises de psicóticos adultos, que precisaram regredir à situação de dependência: retornar aos estágios e processos muito primitivos da vida, idênticos, entendia Winnicott, aos vividos pelos bebês humanos.
AMADURECIMENTO
Quais são as principais reformulações? Substituição do Édipo, andarilho na cama da mãe, como modelo de problemas psicanalíticos, por outro – o do bebê no colo da mãe; teoria do processo de amadurecimento (crescimento, desenvolvimento, integração) mediante a qual indivíduos se transformam de bebês dependentes em pessoas inteiras capazes de vida própria; teoria da natureza humana; a psicopatologia winnicottiana, que é uma teoria das interrupções do processo de amadurecimento; teoria dos procedimentos clínicos para auxiliar indivíduos a retomar o processo de amadurecimento interrompido e a conquistar a unidade pessoal; teoria da experiência cultural. Vejamos.
Para Freud, da situação edípica surge o complexo nuclear, que estaria na origem não só da estruturação da personalidade mas de todos os problemas psicanalíticos (neuroses) e mesmo da ordem social e da cultura. Segundo Winnicott, as bases da personalidade são lançadas com o bebê ainda no colo da mãe, formando, na experiência inicial com ela, as bases de toda sua capacidade futura de se relacionar; os fracassos respectivos respondem pela estrutura básica de todas as dificuldades emocionais da vida humana.
Em Freud, a teoria da sexualidade é o carro-chefe para o estudo e o tratamento das neuroses. Em Winnicott, papel semelhante cabe à teoria do amadurecimento, espinha dorsal de seu ideário, usada no estudo e tratamento de todos os problemas maturacionais do existir humano, a natureza específica destes sendo modulada pelo seu ponto de origem na linha do amadurecimento.
Freud estuda o homem em termos de processos mentais, conscientes e inconscientes. Winnicott vê o homem como manifestação da natureza humana no tempo, caracterizada pela tendência à integração que só se realiza num ambiente facilitador (o colo da mãe, a família, o grupo social). Viver significa alcançar e manter a continuidade de ser no mundo.
Na sua psicopatologia, Freud parte das lacunas na corrente da consciência composta de conteúdos afetivos e representacionais de caráter sexual, que resultam da repressão; codificados e guardados na parte inacessível do aparelho, esses conteúdos forçam o retorno à consciência como sintomas, desordens adicionais dolorosas da vida consciente.
Na psicopatologia de Winnicott, os distúrbios não são gerados pela expulsão, para fora da consciência, daquilo que aconteceu, mas não deveria, e sim por aquilo que não aconteceu, embora precisasse acontecer. Os distúrbios são interrupções na continuidade do ser, cuja origem está nas falhas ambientais e nas reações do bebê a essas falhas, que acabam constituindo organizações defensivas mais ou menos rígidas.
Freud propõe a "talking cure", técnica que, mediante livre associação e interpretação, conecta os sintomas com os conteúdos inconscientes reprimidos, resgatando-os, assim, para a memória consciente. Uma vez que as instâncias repressivas estão sempre lá, a permanente censura de desejos cria novos distúrbios, de modo que o tratamento, em princípio, nunca chega ao fim.
Além de usar a cura pela palavra numa versão modificada, Winnicott defende e pratica um tratamento inteiramente novo: a "care-cure", cura pelo cuidado.
Quando a continuidade de ser foi interrompida pela falha ambiental, a tendência à integração desenvolve uma força poderosa para reiniciar a integração rumo à saúde. O analista precisa estar disposto a oferecer ao paciente o que este necessita para tanto – a começar, às vezes, pela etapa mais primitiva. Ele não é um decifrador, mas alguém que participa ativamente, pelo seu comportamento, da retomada do amadurecimento por seu paciente.
O tratamento consiste em facilitar a busca pelo paciente, aqui e agora, da integração não alcançada no passado. O analista só poderá proceder assim se acreditar na natureza humana e na tendência à integração que a caracteriza.
Em Freud, a ordem social e a cultura são produtos da sublimação, processo pelo qual os indivíduos e sociedades inteiras buscam resolver seus inevitáveis conflitos sexuais de caráter edípico, marcados pela ameaça da castração do filho por parte do pai e, como reação, pelo assassinato do pai pelos filhos revoltados, acometidos posteriormente de culpa.
A culpa torna-se o motor do processo cultural, basicamente o mesmo das neuroses. Sendo assim, as formas da vida social (família, grupos sociais, igrejas, povos) e da cultura humana, mesmo as mais elevadas (a moral da lei, as religiões monoteístas, as artes) possuem as mesmas propriedades que as neuroses individuais e coletivas. A família exogâmica, favorecida pela sociedade, surge da proibição do incesto, terminando com isso o drama do assassinato do pai. A moral freudiana, herdeira da moral da lei kantiana, e o monoteísmo têm a mesma origem: a divinização compensatória do pai e da vontade do pai.
DIGESTÃO
Em Winnicott, a ordem social, em particular a família, emerge em larga medida das tendências rumo à organização em uma personalidade individual. O pai, protegendo a mãe nos estágios iniciais do amadurecimento da criança, possibilita a esta suportar a culpa de seu uso excitado da mãe e, assim, ficar livre para amá-la instintivamente – sendo que os instintos, no início, não são genitais, mas relacionados à digestão. A origem e o funcionamento da família diz respeito à provisão ambiental da qual a criança necessita para se integrar.
Os elementos básicos da moralidade também são adquiridos antes das relações triangulares, que Freud chamou de edípicas, pois a criança passa cedo a sentir-se compadecida pelos estragos que, nos estados excitados, ela faz ou imagina fazer no corpo da sua mãe, que ela ama. Se esta sobrevive e não retalia –o que ela é capaz de fazer se tem saúde e é auxiliada pelo pai ou outras pessoas–, a criança descobre sua própria urgência para remendar e contribuir.
Antes e independentemente de coerção externa, a criança cria a capacidade de sentir-se culpada e de ser responsável por outras pessoas. Essa é, em Winnicott, a origem da ética –decerto, não da ética da lei (e certamente não a da lei da proibição do incesto), mas da ética do cuidado em relação a outras pessoas e a sua continuidade do ser, que pode ser aproximada do cuidado de si e dos outros, de Heidegger e de Foucault.
No que se refere à religião, suas várias formas correspondem, de acordo com Winnicott, aos sucessivos estágios do processo de amadurecimento. O monoteísmo em particular tem sua origem no estágio do "eu sou", no qual se constitui a unidade pessoal. Nesse processo, o pai, mais do que a mãe, é usado pela criança como esquema para a aquisição de um si-mesmo unitário.
A atividade artística é a continuidade do brincar, que começa muito cedo, já durante o estágio dos fenômenos transicionais (uso de ursinhos, chupetas, pontas do lençol etc.). O brincar é inerentemente excitado e precário, mas essas características não surgem da excitação instintual. Em especial não é, como quer Freud, um resultado de sublimação da repressão que resolve conflitos internos.
Diante do que apresentei, fica possível determinar com precisão o lugar de Winnicott na história da psicanálise. Ele não é freudiano (nem kleiniano, tampouco lacaniano); é o que se tornou ao viver sua vida e fazer o seu trabalho clínico dedicado a ajudar outras pessoas a se tornarem, elas também, indivíduos integrados, capazes de viver uma vida que valha a pena de ser vivida e, finalmente, de dar-se ao luxo até de morrer. Provavelmente, no caso do próprio Winnicott, de morrer tranquilo, pois a revolução à qual dedicou sua vida estava lançada.

ZELJKO LOPARIC, 76, é professor titular aposentado de filosofia da Unicamp e autor de "Winnicott e Jung" (DWW).

Lei que multa quem proibir mãe de amamentar em público entra em vigor

Ela impõe pagamento de R$ 500 em caso de violação em SP. Denúncias devem ser feitas às subprefeituras das regiões.


Do G1 São Paulo
14.10.2015
  
A lei que prevê uma multa de R$ 500 a quem impedir a amamentação em público entrou em vigor nesta quarta-feira (14) em São Paulo. Em caso de reincidência, o valor dobra.

A medida, publicada no Diário Oficial de São Paulo nesta quarta, prevê a punição a quaisquer estabelecimentos "destinados a atividades comerciais, culturais, recreativas ou à prestação serviço público ou privado" que impedirem a mãe de amamentar o filho, dentro de suas instalações. O decreto ainda prevê multa dobrada "no caso de registro da mesma infração dentro do período de dois anos" desde a primeira ocorrência.

As denúncias devem ser feitas, de forma escrita ou oral, à subprefeitura da região, e não podem ser anônimas. Confirmadas as denúncias, o infrator deverá pagar ou apresentar defesa dentro de 15 dias. Cabe um único recurso, também em 15 dias.

O prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou em abril a lei para garantir o aleitamento materno em qualquer estabelecimento de São Paulo. A lei detalha que o estabelecimento não precisa ter "área segregada" para amamentação.

"Todo estabelecimento localizado no Município de São Paulo deve permitir o aleitamento materno em seu interior, independentemente da existência de áreas segregadas para tal fim. Para fins desta lei, estabelecimento é um local, que pode ser fechado ou aberto, destinado à atividade de comércio, cultural, recreativa ou prestação de serviço público ou privado", de acordo com o texto.

O projeto de lei é do vereador Aurélio Nomura (PSDB) e foi proposto após uma mãe ter sido orientada a não amamentar seu filho em público no Sesc Belenzinho, na Zona Leste, em 2013. A proibição gerou grande repercussão na internet e mães realizaram amamentação coletiva ("mamaço") no Sesc.

Na ocasião, o Sesc Belenzinho pediu desculpas pelo ocorrido. A administração informou que uma funcionária nova teria indicado a sala de amamentação à mãe. Uma segunda funcionária presenciou o diálogo e corrigiu a orientação.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/10/lei-que-multa-quem-proibir-mae-de-amamentar-em-publico-entra-em-vigor.html


domingo, 12 de junho de 2016

Costellazioni familiari: cosa sono e come possono migliorare la nostra vita

Ciascuno di noi fa parte di una famiglia con cui vive ed a cui è legato, che lo voglia o meno. Spesso continuiamo a ripetere conflitti e malesseri nelle nostre esperienze, oppure portiamo sulle spalle pesi che non ci appartengono. O anche, viviamo a nostra insaputa il tragico destino di un familiare, scomparso da tanto tempo e mai conosciuto. Tutte queste dinamiche ci legano in modo negativo alla famiglia, impedendoci di guardare in avanti con forza gioiosa e di avere successo nella nostra vita.” (Bert Hellinger)

Laura De Rosa

In ambito scientifico è appurato che esistano malattie di tipo genetico eridatarie e in ambito spirituale sembrerebbe valere la stessa “legge”, perlomeno secondo la teoria delle Costellazioni Familiari. In questo caso ad essere trasmessi sono attitudini, comportamenti, dinamiche psicologiche che influenzerebbero le famiglie generazione dopo generazione e che sarebbero all’origine di tanti malesseri psichici e addirittura sintomi fisici, nell’ottica di una correlazione fra psiche e corpo. Le Costellazioni Familiari sono un metodo di guarigione che agisce proprio su questi blocchi familiari, nel tentativo di renderli consapevoli. Perché è solo attraverso la consapevolezza che possiamo risolverli definitivamente e mettere la parola fine al protrarsi dei disturbi connessi. Ma scopriamo di cosa si tratta, come funzionano e chi concepì per primo questo metodo di guarigione.

Bert Hellinger: il fondatore delle Costellazioni Familiari


Il fondatore delle costellazioni familiari, lo psicologo e scrittore tedesco Bert Hellinger, iniziò a esporre le proprie teorie intorno al 1980, influenzando una serie di studi successivi fra cui quelli della francese Anne Schützenberger, autrice della tecnica “sindrome degli Antenati”. L’autore tedesco sosteneva che le nostre vite sarebbero condizionate da ingiustizie, privazioni, violenze subite dagli antenati. Tanto per fare un esempio semplicistico, se le mie antenate sono state vessate, generazione dopo generazione, dai mariti, probabilmente io stessa mi ritroverò a vivere una situazione simile, attribuendomi le colpe quando invece, le ragioni che mi portano ad accettare e a vivere queste ingiustizie, vanno rintracciate nel passato familiare. Questione di dinamiche inconsce che, secondo Hellinger, influenzerebbero tutti i settori esistenziali: amore, lavoro, rapporto col denaro, salute.

Come si guarisce

Secondo il metodo delle costellazioni familiari possiamo guarire prendendo consapevolezza dei blocchi familiari. Questo garantirebbe non solo la guarigione individuale ma addirittura dell’intera famiglia. In che modo? Premesso che esistono varie scuole che reinterpretano il metodo a seconda del proprio orientamento, in generale il soggetto viene indirizzato a osservare la rappresentazione scenica dei propri livelli inconsci. In questo modo è indotto al dialogo con i diversi sistemi così da facilitare la scoperta dell’origine del disagio e dei sintomi correlati. Una volta individuato questo disagio, l’elemento mancante viene reintegrato oppure si opera per rimettere ordine nel sistema squilibrato. Questo lavoro ci permette di illuminare dinamiche di cui eravamo già coscienti e altre completamente ignorate.

La costellazione ci permette quindi di prendere consapevolezza di aspetti nascosti e condizionamenti del tutto oscuri, appartenenti all’inconscio familiare oltre che individuale. Una volta che il blocco viene riconosciuto, il livello di coscienza lo rielabora e lo assimila, permettendo la guarigione. Il metodo in questione viene definito sistemico perché prende in considerazione un sistema, nel caso specifico la famiglia in cui il singolo individuo è importante in funzione di qualcosa di più grande, il sistema stesso. Nella terapia familiare il singolo viene quindi considerato come parte di un gruppo e questo approccio permette di individuare connessioni e legami con gli altri componenti della famiglia.

Gli ordini dell’amore

Hellinger individuò nel sistema delle Costellazioni Familiari degli ordini strutturali fissi che mantengono in equilibrio e concorrono alla sopravvivenza del sistema familiare e li definì “Ordini dell’Amore”. In questo sistema vige un ordine che potremmo paragonare quasi a un karma familiare, per cui ogni torto fatto a un antenato va compensato da un successore. Il cosiddetto “escluso” della famiglia deve essere, quindi, riscattato, difeso, riconosciuto. Sarà in particolare un componente della famiglia a identificarsi con lui/lei, magari ritrovandosi implicato in un destino molto simile o costretto a una morte precoce, che avrà il compito di compensare lo squilibrio. Quando gli Ordini dell’Amore per qualche ragione non vengono rispettati, subentrano problemi e conflitti a livello familiare.

Come si svolgono le sedute

Le costellazioni familiari sono svolte principalmente in gruppo: uno o più soggetti si propongono per rappresentare la propria costellazione. Gli altri partecipanti si siedono a cerchio e fra di loro siede anche il cosiddetto facilitatore che ha il compito di aiutare i partecipanti a rilassarsi. Il facilitatore, o conduttore, deve essere ovviamente un professionista con competenze anche di tipo psicologico. E’ lui a porre la domanda di apertura con cui focalizzare l’argomento di cui ci si vuole occupare. A seconda delle risposte il facilitatore orienta la sezione. La messa in scena avviene quando il conduttore invita il soggetto analizzato a scegliere, fra i partecipanti, un rappresentante di se stesso e del familiare coinvolto, antenato o contemporaneo. Una volta che i vari membri della famiglia sono stati posizionati, il soggetto siede accanto al conduttore. Di lì in avanti il soggetto rimane in silenzio a meno che non venga interpellato.

Secondo Hellinger gli individui scelti per rappresentare i vari componenti familiari del soggetto analizzato inizierebbero ad avvertire, a livello inconscio, sensazioni ed emozioni dei rispettivi membri della famiglia. E ciò avviene grazie al contatto con il loro campo energetico. A quel punto è compito del conduttore portare avanti la costellazione intervenendo con spostamenti, interpellando i soggetti coinvolti nella messa in scena e via dicendo. Infine, di solito, il diretto interessato viene invitato a inserirsi al posto del proprio rappresentante. Tutto questo ha lo scopo di riportare armonia ed equilibrio nella famiglia e nel singolo individuo che, in seguito, inizia un vero e proprio percorso di trasformazione interiore di cui, spesso, potrebbe non rendersi conto a livello razionale.

Laura De Rosa

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sábado, 14 de maio de 2016

Finalmente, o amor venceu! Itália aprova união civil entre homossexuais ❤

Foto: HuffPost Brasil

HuffPost Brasil, 11 de maio de 2016
O Parlamento da Itália aprovou, nesta quarta-feira (11) as uniões civis entre casais homossexuais.
Com a aprovação, a Itália se torna um dos últimos países da Europa Ocidental a reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
De acordo com a BBC, a questão foi altamente controversa na Itália, por conta da resistência dos católicos conservadores.
A votação na Câmara dos Deputados registrou 369 a favor e 193 contra. A sessão ocorreu com o voto de confiança do premiê Matteo Renzi. Dessa forma, com a aprovação da Câmara, o projeto de torna lei.
Após a aprovação da medida, o chefe de governo comemorou nas redes sociais, e afirmou que pediu pelo voto de confiança para evitar mais atrasos na tramitação. Entre os opositores da lei estão membros do próprio partido de Renzi.
Hoje é um dia de celebração para muitos (...) Estamos escrevendo uma outra importante página na Itália que nós queremos.. Não era mais aceitável ter atrasos após anos de tentativas frustradas".
O projeto de lei, no entanto, foi criticado por não discorrer sobre o direito de adoção. Segundo a agência italiana ANSA o projeto original estendia a "adoção de enteados" aos casais do mesmo sexo e equiparava a união civil ao casamento. Pressionado pelo Senado, que votou em fevereiro, o governo suprimiu esses dois pontos, o que torna a aprovação de hoje um grande passo, mas mostra também um longo caminho.
Críticos da lei, que permite que casais do mesmo sexo usem o sobrenome dos parceiros e garante direitos como pensões, afirmam que se comparados aos dispositivos legais vigentes nos EUA, no Canadá e em outros países europeus, a lei italiana oferece poucas garantias legais.
Enquanto uma legislação específica para o tema não for votado, os casos de adoção envolvendo casais gays devem ser julgados isoladamente, mesmo que a criança seja filha biológica de um dos parceiros.
Em relação a equiparação com o casamento, a clausula que remete à obrigação fidelidade foi removida do projeto de lei
Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2016/05/11/casamento-gay-italia_n_9909064.html?ncid=fcbklnkbrhpmg00000004

Quero que a minha filha cresça respeitando

Foto: HuffPost Brasil

Quero que a minha filha cresça vendo casais andando de mãos dadas na rua. Me incomodo somente quando um casal, independente da orientação sexual, demonstrando afeto como se fosse iniciar uma relação sexual em público. Mas quero que, do mesmo jeito que ela vê um casal de hetero se beijando, quando passamos na rua, que também possa ver dois rapazes ou duas moças dando um selinho e o respeito das pessoas em torno. Porque quero que ela cresça sabendo que o amor é o mais importante e que todos devem respeitar a opção sexual alheia sem se rebelar com nada que não os ofende. Quanto a demonstração de afetos dos gays em público, como um beijo, não afeta e nem ofende à minha família em nada, absolutamente nada, não mete medo e nem ameaça à educação que dou à minha filha, não me oprime, mas se me fizesse mal em algum nível o problema seria meu e não do outro que só quer ter o direito de amar. Quem é de fato feliz, deseja que os outros também sejam. E se esse tipo de foto ainda te incomoda o problema ainda é teu, somente teu.

Cintia Liana, psicóloga, especialista em psicologia de casal e família